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Sobre a vida, e o que realmente importa

posted by Andréa Aguiar Setembro 8, 2015 0 comments

Ontem eu estava lendo um livro, cansada, sem atenção, depois de um dia intenso de atividades estilo feriadão: praia, sol e mar. Com meus dois filhotes. Ou seja, muita energia, minha gente! Ui! O dia tinha sido uma delícia, mas às 19h30, a sensação era de que eu não conseguiria chegar ao dia seguinte, parecia que um caminhão tinha passado por cima de mim, e a minha cabeça já estava criando listas mentais de atividades de trabalho para o pós-feriado.

Era um misto de cansaço e desespero por não conseguir relaxar, e com um agradecimento enorme pelos meus filhos. Agradecimento por ter presenciado, nesses dois dias, tantas risadas, sentido tantos abraços e beijos, ver meu filho mais novo tomar caldinho de peixe com areia (é, isso mesmo! Uma loucura!), se jogar nas ondas do mar como se não houvesse perigo algum, ver meu filho mais velho correndo e dançando, aquela dancinha desconexa que só ele sabe fazer. E eu estava lá, presente!

Há um tempo, eu parei pra pensar no que realmente importa na minha vida, o que deve nortear todas as minhas ações e escolhas. Podia ser segurança, conforto, estabilidade, tranquilidade, um sem fim de coisas. Mas, eu decidi que, sobretudo, eu quero ser livre.

A liberdade é meu norte. É o que me faz parar, – quando estou em dúvida de que escolha fazer, que caminho seguir –, e me fazer a seguinte pergunta: “se eu fizer essa escolha, eu ainda serei livre?”

Há dois anos, eu tomei uma decisão doída, cheia de insegurança, e sai da minha zona de conforto, dentro de um emprego fixo, mas que tomava muitas das minhas noites, finais de semana ‘E’ feriados. Hoje, é essa decisão que me possibilita estar presente no dia a dia dos meus filhos, ficar morta de cansada com eles, descobrir qual é o design que eu quero fazer, o tipo de cliente que eu quero ter, o bairro ou o lugar onde eu quero trabalhar. Afinal de contas, o que realmente importa nessa vida?

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O que eles dizem é APENAS o que eles dizem

posted by Andréa Aguiar Agosto 13, 2015 0 comments

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Alguém aí acredita em coincidência? Eu, não! Eu acredito mais em sintonia, sinergia, sincronicidade. Acaso, não. Em alguns momentos, isso fica mais claro. Hoje à noite, aconteceu um desses momentos mágicos.

Eu conversava com uma amiga pelo whatsapp, e o assunto acabou recaindo sobre Presidência e a prisão do dono da Odebrecht. Esse assunto sobre o qual ninguém está falando Emoticon smile E na terceira frase que eu estava escrevendo sobre isso, eu pensei em como isso me faz mal, e disse a ela. Disse que odiava acompanhar o noticiário, odeio ler jornal, assistir jornal, falar sobre essas confusões de política. Acho tudo tãaaaao baixo astral. E no momento que eu escrevia isso para ela, eu me sentia insegura. “Será que eu sou uma alienada?” “Será que me recusar a debater sobre o que está diante dos olhos e ouvidos de todos é mesmo um comportamento assertivo?” Esse assunto presidência é só um, dos quais não gosto de falar. Existem inúmeros outros. E a grande maioria deles, se não a totalidade, está bombando nos jornais.

Isso para mim é ainda mais difícil de aceitar, porque afinal de contas, trabalhei por 12 anos, onde??? Num jornal! Casei com quem? Com um jornalista (aposentado, mas jornalista – ah, gente ele mudou de carreira, tá, não é um velhinho não, só um coroa kkkk). Acho que bem metade dos meus amigos mais próximos e queridos são o quê? Jornalistas, – talvez, depois de ler esse texto eu perca alguns deles, mas eu vou me explicar! Emoticon smileE ainda, depois de uns 7 anos de formada em design, decidi cursar o quê? Jornalismo!

Pois é! Cursei 2 anos de jornalismo, ninguém nem entendia. Me diziam: “por que tu não faz um pós, um mestrado? Eu também não sabia ao certo. Não tinha a menor pretensão de trabalhar como jornalista depois daquilo. O que eu sabia, era que eu tinha uma vontade enorme de saber mais sobre como funcionava aquele mundo no qual eu estava completamente inserida: profissional e emocionalmente. Cheguei lá sem maiores expectativas, e simplesmente a-mei. Tive professores maravilhosos, que eram inclusive, amigos pessoais também. Com alguns deles, eu trabalhava. E fui indo, lendo, aprendendo a escrever, concatenar ideias, seguir um raciocínio lógico para passar uma informação. Posso dizer que me apaixonei por escrever nesse momento da minha vida. E se hoje, esse diário existe, em muito é por causa daqueles anos que me dediquei a estudar jornalismo…

Mas, voltando ao tópico que fez surgir a ideia desse texto. Desliguei o telefone (na verdade, o whatsapp), fui cuidar da vida, e antes de dormir, fui ler um livro sobre o quê? Empresas. kkkkk Quando eu viro a página, dou de cara com a frase que ilustra esse post: “Ignore o mundo real”. É. Ig-no-re-o-mun-do re-al!

Isso foi coincidência? Para mim, não. Quando li aquela frase ilustrada, em letras garrafais na página daquele livro, senti como que uma bênção para o caminho que decidi seguir. Não leio, não assisto jornal, não reclamo disso, disso ou daquilo outro que faz a minha vida ser isso, isso, ou aquilo outro. Pelo contrário, cada vez mais eu tenho olhado para dentro. Procurado em mim, o que quero ver nos outros. Trabalhado em mim, o que espero ver do lado de fora. O que me fez começar esse caminho, ironicamente, foi essa rede social que nos une. Entrar no Facebook, quatro meses atrás, simplesmente me deprimia. Eu tenho um probleminha (ou facilidade) de somatizar muito rapidamente o que sinto. E eu sentia uma tristeza que tirava meu sono. Dor de cabeça e mal estar, eram pura consequência. Desde então, segui esse caminho inverso. Parei de focar no que não gosto.

Na física quântica existe um conceito, que diz que a realidade não existe, o que existe é a nossa percepção sobre ela. Eu simplesmente amo pensar nisso. Por isso, eu deixo o mundo “real” para os jornalistas. Agora se vamos falar em desenvolvimento pessoal, praticar o perdão, meditação, mudança de vida, de carreira, de hábitos, claro, empresas, empreendedorismo… Faltam horas no meu dia para ler tudo o que quero, mas sigo tentando. Bem feliz.

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O livro citado é o “Reinvente sua empresa”, de Jason Fried & Heinemeier Hanson. É legal, não é maravilho, mas tens uns bons insights.

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Empreendedorismo é um estilo de vida.

posted by Andréa Aguiar Agosto 13, 2015 0 comments

Empreender e ser. Inseparáveis. Quanto mais eu trabalho, mais eu vejo, mais eu sinto. Não li em nenhum livro. Ainda. Certamente não li o suficiente. Mas o que eu venho sentindo nesses meses, quando eu realmente me comprometi a ser a empresária do meu capital humano (depois explico isso melhor), e que consegui realmente vestir a camisa da empreendedora que sempre morou em mim, é que: empreender é um caminho que nos leva a trilhar pelos aspectos mais remotos da nossa personalidade.

Além de todos os desafios tangíveis: ter clientes, ter quem compre seu produto/ serviço, ser sustentável, manter a qualidade no serviço prestado ou no produto ofertado, etc etc etc… Vejo que um grande – senão o maior desafio – é controlar a emoção.

Não responder aos gatilhos instantâneos da nossa personalidade, para conseguir permanecer no caminho planejado, é fundamental.

Como seguir em frente se você tá morrendo de medo? Como seguir em frente se o cliente não pagou? Como seguir em frente se você tá achando que não vai dar conta de tudo?

Cada um sabe onde seu calo aperta. Cada um sabe da delícia e da dor de sair da zona de conforto. Empreender é sempre se forçar a sair da zona de conforto. Esqueça largar do trabalho, e não pensar mais nele. Esqueça fechar um mês super produtivo e rentável, comemorar e dormir. Empreender é estar sempre pensando no próximo passo. É estar sempre um passo a frente, na verdade. Não dá pra viver apagando incêndio, nem pensando no operacional. Nunca na minha vida, as palavras planejamento e estratégia fizeram tanto sentido.

Hoje, eu sinto como se tivesse ligado um catalizador que estava trabalhando em stand-by durante anos. Hoje, diariamente, eu procuro observar como tudo reverbera em mim. Sinto, analiso, respiro. Evito, se for o caso. Potencializo, se for o caso. Estudo onde aperta, estudo como reagiria instintivamente, penso, repenso, reflito. Nunca na vida, analisei tanto o meu ego. Antes, eu achava que aquele primeiro pensamento que aparecia na minha mente, era meu instinto querendo me ajudar. Hoje, já vejo que pode ser meu ego querendo me afundar.

Precisamos aprender a identificar os sinais. Controlá-los. Usá-los ao nosso favor. E não o contrário.

Se isso pareceu transcendental demais para você. Creia. Não é. Essa é a realidade que a gente cria. Eu quero criar a minha. E ela é cheia de amor e de trabalho. Não de reclamação ou vitimização.

Força na peruca, e sigamos em frente! Avante!