Browse Category

Business

BusinessEmpreendedoraEmpresáriaVisão empresarial

Empreendedora ou empresária. Qual a diferença, afinal?

posted by Andréa Aguiar Setembro 2, 2015 2 Comments

Há dois anos, quando tomei a decisão que não queria ser mais funcionária e abandonei todas as “facilidades” que essa vida nos dá, tinha claro em minha mente que trabalharia como ‘freelancer’.

Decidi mudar, porque não via mais sentido em um emprego onde eu dedicasse a minha energia, a maior parte das minhas 24h de cada dia, e eu não conseguisse criar algo com meu estilo, no meu tempo. Teria sempre que ser a visão corporativa da minha função, do meu trabalho, que deveria prevalecer. Nada de errado nisso. Só que para mim, não dava mais. Sabe aquela história de fim de relacionamento, “não é você, sou eu”. Pois é, eu já não via sentido naquilo tudo.

Então, quando virei oficialmente freelancer (trabalhar por conta própria, informalmente, comumente em home office), depois de passados 3 meses, vi que ser freelancer ainda não era o que eu queria. E foi aí que eu comecei a enxergar e analisar o mundo aqui fora com novos olhos. Pois é, porque por mais que a gente ache que conhece o mercado quando somos funcionários, só sabemos realmente o que ele é, quando estamos fora da segurança da CLT.

Antes eu pensava: eu sei fazer uma coisa, as pessoas precisam dessa coisa, certo? Então as pessoas me procuram para eu fazer essa coisa para elas. Acertamos um valor, eu faço o serviço, recebo o pagamento, e pronto. Tão simples! Humrum. Só que não!

Entre cada etapa dessas, existem tantos poréns, tantas possibilidades e surpresas (nem sempre boas), que logo vi que não podia, nem queria deixar as coisas soltas assim. E foi quando eu comecei a ler sobre administração, gestão, empreendedorismo, mudança de vida, de carreira, que eu comecei a questionar o real significado dessas duas palavrinhas: empresária e empreendedora. Qual a diferença, afinal?

Dei um google, conversei com um monte de gente, procurei em livros, e era sempre um blablabla sem fim. Hoje, eu quero compartilhar com vocês o que é a minha interpretação de empresária e empreendedora, a partir da análise dos dados da minha super pesquisa empírica. Movida a curiosidade, e a essa eterna inquietude que me move. Segue:

Ser EMPREENDEDORA está mais relacionada a uma postura de vida. A pessoa pode ser empreendedora sendo funcionária, dona de casa, mãe, artista, frentista, flanelinha, designer, advogada, jornalista, ou seja lá o que for. Se na sua natureza, você tem aquele bichinho que te faz questionar as coisas como elas são, que te faz um inventar um jeito novo de fazer a mesma coisa, se, dentro de uma empresa com perfil corporativo, você consegue fazer a diferença, mudando uma cultura, ou o jeito como as pessoas lá dentro enxergam algum aspecto sobre o trabalho, ou até sobre a vida. E você faz isso, porque simplesmente, você não sabe viver sem essas inspirações diárias, é a sua natureza.

Tem uma história massa, de uma menina chamada Maria Clara Verçosa, que conheci (ela não me conhece. Mas eu conheço, e adoro a história dela!) através dessa internet querida que junta um monte de gente massa. Ela era funcionária de uma mega empresa multinacional, não se sentia bem por lá, achava quase tudo péssimo. Mas, depois de passar por um período de auto-conhecimento, decidiu ela mesma mudar, ao invés de esperar que a empresa mudasse pra ela. Então, ela se assumiu publicamente como homossexual, enviando um email para toda a lista da empresa, e ficou só esperando a rebordosa. Para a sua surpresa, houve alguma rejeição, mas a maioria absoluta, seguiu em direção a ela parabenizando a coragem, outras se identificando, outras tantas comovidas com sua história. E eis que assim, a história de vida dela criou novos parâmetros culturais para a empresa. Foi aberto um espaço para debate sobre o respeito à diversidade dentro da empresa, – uma mudança e tanto quando a gente pensa numa empresa com perfil altamente corporativo e burocrático. Hoje, vi que ela tem uma página no Facebook, onde ela compartilha experiências, com o objetivo de ressignificar a vivência da homossexualidade. Ponto pra ela! Empreendedora, arrasou!
(Curte lá: www.facebook.com/envesso)

Ser EMPRESÁRIA é função, profissão. Ser empresária requer conhecimentos de administração, finanças, marketing, gestão. É ter o conhecimento e a visão estratégica para conseguir trabalhar no que ela quer, do jeito que ela quer. É conseguir viabilizar um talento, uma ideia, baseada em dados, análise de mercado, de RSI (olha como to chique!, Retorno Sobre Investimento), enfim, ser empresára é ralação, meu caro.

É assim: você pode saber fazer o melhor bolo de chocolate do mundo. Todo mundo que vai à sua casa, ama! Só elogios, pedem pra você levar em todas as festas, pedem receita, mas só você sabe fazer ele ficar com aquela liga, aquela textura incomparável. Aí um dia você pensa, “vou viver de fazer bolo de chocolate”. Humrum. E agora? Como vender? Onde vender? Para quem vender? Onde cozinhar? Com que marca? Com quê embalagem? Como divulgar? Para responder essas respostas, só o talento de saber cozinhar o melhor bolo de chocolate do mundo, não vai ajudar. É aí, que entra a figura da empresária. Não adianta fazer, tem que falar que faz, ter estrutura para fazer, e saber administrar todas as engrenagens necessárias para o negócio existir, e principalmente, ser viável!

Eis que podemos ser empreendedoras, sem sermos empresárias, bem como podemos ser empresárias, sem sermos empreendedoras. Mas na minha humilde opinião, o melhor dos mundos é ser empresária E empreendedora. Aí, meu bem, o céu é o limite! Vamos à luta?

E você, é o quê?

BusinessMãeRelaxando

Relaxando, mas… Sem deixar a paixão pelo empreendedorismo de lado.

posted by Andréa Aguiar Agosto 13, 2015 0 comments

Sexta-feira.

Dia de happy hour, tomar um vinhozinho… descontrair, né?!

Lá em casa, nem toda sexta dá pra sair, encontrar os amigos. Questões de logística. Então, quando ficamos em casa, tentamos pelo menos criar um clima pra dar à sexta uma cara diferente dos outros dias da semana.

Sexta passada decidimos pedir uma comidinha japonesa, que eu AMO, e íamos assistir algum filme no Netflix.

É… Íamos…

Quando ligamos a tv, ela estava no GNT, e ia começar a passar um programa: SOS Salvem o Salão! Aí, a louca aqui, grita pro marido “não mudaaaa”, vamo assistir esse programa, é massa!” Vocês podem imaginar a cara do meu marido me olhando, dizendo que um programa com esse nome, seria massa também, para ELE. *.* Mas, se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida, foi a escolher informações relevantes de acordo com o público alvo. Expliquei o que era legal para ele (escolhendo bem as palavras), e ele topou que nossa noite com clima, fosse assistindo SOS Salvem o Salão!

Gente, sem brincadeira, vocês já assistiram? Esse programa é maravilhoso pra qualquer pessoa que tenha um negócio, ou que pense em ter, ou que simplesmente goste de programas de mudança de vida.

Mariana Weickert e outro apresentador, que é também cabelereiro, Ricardo dos Anjos, chegam num salão que está quase fechando as portas e fazem uma consultoria em todas as áreas do negócio, para que eles saiam do fundo do poço. Eu adoro assistir porque é incrível que independente do ramo do negócio, os problemas são MUITAS vezes, O MESMO.

– Não saber separar as finanças do negócio, das finanças pessoais.
– Ter clientes, mas o negócio não ser sustentável.
– Não saber precificar os produtos.
– Não saber criar parcerias.
– Querer oferecer todos os serviços do mundo, e não contabilizar o investimento necessário para viabilizar o estoque.

Gente, é uma aula! E no final do programa, ver a mudança de ânimo dos proprietários, é incrível.

Quantas e quantas vezes, a gente está cheio de boas intenções, de boas ideias, de planos, mas simplesmente não consegue implementar? Vir alguém de fora, analisar, diagnosticar e propor pequenas mudanças, é capaz de mudar completamente a roupagem e o impacto do negócio.

Até meu marido gostou do programa. Olhaí, acabou sendo um ótimo programa para sexta-feira e para a vida. 🙂

‪#‎businesslover‬

BusinessFamíliaPropósito

Quando do amor, nasce um negócio.

posted by Andréa Aguiar Agosto 13, 2015 0 comments

 

Minha família sempre morou em outras cidades, que não a minha. Somente por um tempinho, um tio, tia e dois primos moravam por perto, as lembranças dessa época são cheias de carinho. Mas, via de regra, ver a família, sempre incluía malas, uma viagem de carro, e muita BR pela frente. Até hoje é assim.

Nesses breves momentos, que normalmente aconteciam nas férias escolares, reencontrar os primos, tias, tios, demandava um tempo para reconstruir os laços, se integrar, reencontrar afinidades, enfim. Na infância, parece que tudo é tão rápido e fugaz, não é? Mas, incrível como o que acontece lá, fica para sempre gravado dentro de nós, e um ou outro acontecimento nos faz ligar botões, que estavam esquecidos em alguma gavetinha da nossa memória. Um desses momentos, aconteceu comigo na semana passada.

Sempre que eu ia visitar a família, eu me encantava em especial por uma prima minha. Ela era bem mais velha (foi mals, Tana), e eu a achava o máximo. Na época, não saberia muito bem descrever o por quê, mas hoje, com um razoável entendimento sobre mim mesma, vejo que a admirava porque ela me parecia um espírito livre. Em uma das visitas, ela estava cercada de amigos, uma turma que parecia meio hippie, meio artsy – acho que ela era envolvida com teatro, ou dança, sei lá… – Em outra, estava vendendo roupas estampadas por ela mesma, numa técnica que mais tarde, a moda me reapresentaria como “tye-die”. Antes, eram as “pinturas que Tana fazia”. Lembro de um conjuntinho de bermuda e blusa branca com um tye-die aquarelado em tons pasteis, que ela fez, e minha mãe comprou pra mim. Usei tanto que o tecido da roupa não aguentou mais o tranco, e esgarçou todo. Só assim pro conjuntinho ser aposentado. Ela sempre foi falante, engraçada, exuberante. Eu olhava pra ela, e achava ela o máximo. Sempre.

O tempo passou, ela fez faculdade, casou, teve dois filhos lindos. Fez mestrado, doutorado…, e nesse ínterim, as visitas familiares foram ficando cada vez mais esporádicas. Eu só recebia notícias dela, raramente, quando um primo ou tia, comentava o que ela andava fazendo… A distância física, se transformou em distância real. Mas, aí veio o Facebook, depois o whastapp, a distância foi ficando menor, voltamos a saber uma da outra, voltamos a recriar laços… E assim, surgiu uma parceria que foi uma honra pra mim: ela me contratou para criar a marca de um novo negócio dela: a “Pão de arroz”. Uma linha de produtos sem glúten e sem lactose.

No início, era só isso que eu sabia. Só que, como eu costumo dizer, atrás de toda marca, há grandes e inspiradoras histórias. Como elas me encantam!

Tana, ou Rossana, veio ao Recife e marcamos para nos ver. Fomos em lojas de produtos naturais, ela me falou do mal que a lactose pode trazer pro nosso organismo. Que uma criança, depois de parar de ser amamentada, não precisa mais tomar leite. Eu: oi? Como assim? Na minha cabeça leiga, leite é pra lá de necessário… E fui me deixando envolver, Tana sempre se relacionou com um estilo de vida mais natural. Tem uma farmácia de homeopatia, há 25 anos. Nunca gostou de remédios, e tudo o mais que está embutido naquelas cápsulas que consumimos, sem questionar sua real necessidade. É contra esse consumo alopático (uso de agentes farmacologicamente ativos com o objetivo de tratar doenças), que está totalmente enraizado na cultura do brasileiro.

Só que… O filho mais novo de Rossana, tinha uma dificuldade enorme de crescer. Ele sempre foi mais baixinho e mais magrinho do que os garotos da sua idade. Ela já tinha tentado vários tratamentos, ido atrás de várias alterantivas, para não ceder ao tratamento hormonal. Mas, o tempo passava, nada dava um resultado eficaz, então a médica receitou o tal hormônio do crescimento. Tana, toda naturalista, surtou, né!? Ela era totalmente contra, mas todo mundo: a médica, a família, os amigos, todos tentavam convencê-la que era o melhor para ele, então ela cedeu. Daniel começou o tratamento hormonal. Por mês, não chegava a crescer nem 1cm.

Nesse tempo, Tana descobriu uma médica, especialista em alimentação natural. Ela foi, amou, saiu levando todo mundo da família: mãe, irmã, tias, filha, e claro, filho. Para fazer a dieta, a médica passa vários exames específicos. E foi então que um milagre aconteceu.

Os exames de glúten e lactose de Daniel deram reativos! Ou seja, ele era intolerante ao glúten, e à lactose, mas era assintomático. Nunca descobriram, porque ele nunca passou mal, ou esboçou alguma reação. Sempre comeu de tudo. Começou uma revolução. Enfim, tinham descoberto uma razão para Dan não crescer. A lactose e o glúten agiam como veneno nas células dele. O organismo não metabolizava o que ele consumia, vivia sobrecarregado. E nada funcionava, como deveria, inclusive, ele não conseguia crescer. Mas agora imagina: um garoto de 15 anos, no auge da adolescência deixar de comer pizza, pão, hambúrguer, queijo, presunto, requeijão… Affffff maria. Toda a base alimentar de um adolescente, né?! kkkkkk

Tana se viu louca vendo o filho passar vontade, tinha dias que ele telefonava pra ela e pedia, “me dá uma fatia de pizza, por favoooooor, mãeeee!!” Então ela começou a pesquisar na internet como fazer massa de pizza SGSL (sem glútem e sem lactose), massa pra pão, receitas de biscoitos, torradas, tudo! Qualquer coisa que minimizasse o impacto negativo na vida de Daniel.

Qual o limite que uma mãe enxerga para tornar a vida de um filho mais confortável? Nenhum, né. E nessa luta, Tana descobriu uma nova paixão. Se ela já dedicou uma vida a estudar fármacos alternativos, sendo professora de bioativos orgânicos, na UFPB, sendo dona de uma farmácia de homeopatia, por 25 anos. Agora, perto de se aposentar, ela tinha encontrado, também, uma nova forma se alimentar. Mais saudável, mais coerente com o estilo de vida que ela sempre praticou, que agora passou a ser determinante para a saúde do seu filho. E por quê não? Para tantas outras pessoas.

Foi assim que nasceu a Pão de arroz, uma marca de produtos SGSL, que nasceu da dedicação, do carinho e do amor, de uma mãe pelo seu filho.

Ter uma mínima participação nesse projeto, me enche de orgulho. Obrigada pela confiança, Tana!

Vida longa à Pão de Arroz!

+++++++

Em tempo: Dandan tem crescido uma média de 1,5cm por mês, chegando em alguns casos, a 2cm. Os risquinhos com que Tana marca a altura dele na parede, estão ficando cada vez mais espaçados e altos! : ) Para o alto, e avante, Dannnnn! Emoticon heart