DesignPropósito

O sonho de encontrar um “propósito”.

posted by Andréa Aguiar Agosto 13, 2015 0 comments

Gente, vim outra vez dividir um dilema. Desde que comecei a mergulhar nesse maravilhoso universo do empreendedorismo, uma coisa que já tava lá escondidinha bem no fundo do meu inconsciente, passou a visitar minha consciência de vez em sempre. Essa coisinha fazia eu me sentir incomodada, fazia eu me sentir insignificante, fazia eu me sentir sem sentido no mundo… Malvada ela, né!? Só quando a gente permite. Essa coisa se chama propósito.

Qual o propósito do meu trabalho? Qual o impacto do meu trabalho na vida das pessoas? Quem eu vou ajudar no mundo sendo designer?

Por um bom tempo, essas perguntas me atormentaram, apagaram meu brilho, me paralisaram. Por quê? Por que eu não conseguia definir as respostas para elas. Por mais que decidisse ir em frente, vez ou outra eu parava, e me entregava ao questionamento, ao desânimo. Eu olhava para médicos salvando vidas. Engenheiros criando qualidade de vida para populações, proporcionando acesso ao saneamento básico, a quem nunca teve. Pesquisadores criando novos padrões para conter a violência do mundo que a gente vive. Professores. Enfermeiros… E um sem fim de outros profissionais, nos quais eu via, em suas atividades, um sentido social. E ia me sentindo perdida. Até que um dia eu vi um padrão nesse meu pensamento: eu estava analisando profissões, como eu posso colocar…, tradicionais, talvez.

Mas, e os pintores? Os músicos? Os atores? Esse não impactam positivamente a vida das pessoas? E comecei a encontrar propósitos que poderiam ser mais conectados aos meus. E por quê não, tão importantes quanto os tradicionais.

A contemplação estética, seja na música, pintura, nas artes cênicas, e a arte de uma maneira geral, é alimento para o espírito. Aí, vem meu ego me quebrando na emenda de novo e me diz: “minha irmã, tem gente morrendo de fome e você me vem falar de alimento pra alma, que p… é essa?” Vou te contar, lidar com meu ego não é das tarefas mais fáceis, não… Mas, vamos lá. “Senhor Ego, existem é verdade, isso é foda. Mas, até elas precisam de ânimo, de inspiração, de criatividade para viverem seus dias. Por mais precários que sejam.” E jogo meu ego pro lado, até segunda ordem.

Então, no meio desse dilema, eu passei a ler, passei a analisar o sentido do meu trabalho até para mim mesma. Por que eu sou feliz fazendo o que faço? Por que, e como, eu vou ajudar as pessoas a serem mais felizes? E é engraçado, quando começo a escrever, me deparo com coisas lindas, encontro valor. E encontrando valor, começo a encontrar outros caminhos a serem seguidos paralelamente ao que eu já faço.

Hoje, eu tenho um lema: “Com meu trabalho ajudo pessoas e/ou empresas a alavancarem seus negócios, e consequentemente, seus sonhos. Afinal, meus clientes são empreendedores, como eu. Eu quero viver do meu trabalho, eles também.”

E esse lema vai se aprimorando dia a dia, através de novas experiências, novas referências, e também, através de histórias inspiradoras, como a de Philipe Camarão. A vida dele fez reacender uma chama sobre como impactar através do design. O design é essencial para criar laços, criar relações, conectar pessoas. Trazendo para a minha realidade: boas relações, são para mim, são essenciais para o bem viver.

Através do design, Philipe ajudou uma minoria a se sentir representada no mainstream, e assim, ganhar confiança para sair da caixinha, onde, um dia, ela foi colocada. E hoje, ele ainda ensina o que aprendeu na comunidade onde cresceu, sendo ao mesmo tempo inspiração pela história de vida, e veículo, para que outras pessoas aprendam a aguçar o olhar, a percepção. E por exemplo, tenham a noção de que aquela carrocinha de cachorro-quente da esquina, pode sair da esquina e ganhar o mundo. Com um novo visual, uma nova estratégica de branding, através do design.

Valeu, Philipe! Vou guardar tua história no meu baú de inspirações. <3

http://www.oifuturo.org.br/noticias/passaporte-para-o-mundo/

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