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colocar título aqui #22

posted by Andréa Aguiar Agosto 13, 2015 0 comments

Criei esse espacinho basicamente para falar dos meus dilemas como empreendedora. Mas, certamente muitos deles têm origem na minha vida pessoal, de desafios que enfrento como ser humano, antes de tudo, e que, depois, reverberam no meu trabalho.

Por isso, hoje eu queria compartilhar uma historinha que não fala exatamente de trabalho, mas fala muito das limitações que nós mesmas criamos para nos impossibilitar de ir em frente, de trilhar nosso verdadeiro caminho, de brilhar.

Nos últimos dias eu vinha reclamando muito. Que estava cansada, que meu filho mais novo acorda muito à noite, que dormir 7 horas por noite parecia coisa de ficção científica, e blablabla ou mimimi.

Aí na sexta-feira, comentei sobre esse cansaço em um grupo fechado, de um curso que faço, aqui no Face. Em um dos posts que eu tinha escrito sobre isso, Paula Abreu (a facilitadora do curso) deixou um recadinho pra mim. Fiquei super empolgada quando vi o aviso, durante os segundos que o Facebook levou pra carregar o comentário dela, fiquei pensando na fórmula mágica que ela ia me passar pra acabar com todo o meu cansaço.
E eis que quando carregou, estava lá “Sua realidade é ser mãe de um bebê de 10 meses, nós aqui do PESV (Programa Escolha sua Vida), acreditamos que o momento presente é sempre perfeito”. Pá!

Confesso que foi meio que levar um tapa na cara, sabe?! Pensei, pô, ela repetiu essa frase que ela diz sempre, nem se preocupou em falar especificamente pra mim, e segui. Mais vítima ainda da minha vida.

Então, ontem, no dia das Mães, fomos almoçar na cada da minha mãe, e eu estava lá me sentindo cansada, sonhando que alguém ficasse com meu baby durante meia hora pra que eu conseguisse dormir. Ninguém se ofereceu. Pedi, minha mãe disse que tinha que fazer isso, isso e aquilo outro, depois ficava. Pá pá!

Resolvi descer com ele pra o calçadão perto da praia. dei uma volta. Fui carregando, abraçando, brincando. Ele morrendo de rir, demos muitas gargalhadas juntos. Quando subimos, ele adormeceu. Aí eu olhei pra ele, olhei pra cama, e decidi que não precisava dela.

Peguei meu filho mais velho de 2 anos e 10 meses, tirei a camisa dele, as sandálias, minhas e dele. E descemos para a praia.

Jogamos bola, assistimos um pessoal jogando tênis, e corremos. Pra um lado, pro outro. Ele avistou umas pipas lá longe no céu e disse: quero pegar aquelas pipas. Eu: tu consegue, cara? Ele soltou um desanimado: “não…” Naquela hora eu olhei pra ele e disse que tudo o que a gente quer e corre atrás, a gente consegue. E saímos correndo desgovernados em direção às pipas no céu.

Minha gente, de repente, uma pipa desequilibra e cai no chão, eu não acreditei. A gente correu tanto, passamos pelo dono da pipa e agarramos ela. Ele começou a pular com um sorriso gigante no rosto, depois soltamos e ela voltou a voar.

Esse momento foi foda pra mim. Eu chorei. Ele nem viu. Depois entramos de roupa e tudo no mar. Mergulhamos, pulamos ondas e voltamos em êxtase pra casa.

No banho, eu pensei: a minha realidade é ser mãe de dois meninos: um de 10 meses, e outro de 2 anos e 10 meses.
“Obrigada, Senhor!”

Muitas vezes, tudo o que a gente precisa é mudar a perspectiva com a qual a gente enxerga os fatos

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