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colocar título aqui #21

posted by Andréa Aguiar Agosto 13, 2015 0 comments

Hoje eu trabalho com o que gosto, do jeito que gosto, onde gosto, o quando, ainda to lutando pra definir melhor, mas vai chegar. Hoje, eu me considero bem-sucedida. Sim, sem empáfia, sem arrogância. Eu me considero bem sucedida porque hoje eu me vejo no caminho certo, me vejo sendo coerente com meus principais valores. Hoje eu acordo, e já fico cronometrando os minutos até chegar no escritório e colocar em prática o que pensei nas últimas horas, o que sonhei dormindo, acordada…

É, porque empreender tem disso, a gente não tem hora de ‘pegar’ e ‘largar’. O tempo todo a gente tá pensando nos projetos, pendências, listas a fazer, próximos passos, como escalar o negócio, enfim, eu poderia passar o dia só escrevendo sobre meus planos e sonhos como empreendedora.

Mas, a questão é que nem sempre foi assim. Por muito tempo eu trabalhei sem vontade, sem brilho nos olhos, sem acreditar no que estava fazendo… e vou te contar: eu me deixei apagar por causa disso. Vivia me escondendo. Quando eu ouvia as pessoas falarem dos trabalhos delas, eu fazia de um tudo pra o assunto não chegar em mim, porque eu não ia ter o que contar, o que falar, o que vibrar! Ah, e como isso é ruim. Eu sei bem.

Só queeeee…, o tempo passa, e graças a Deus, além das rugas e dos quilos a mais, a gente ganha uma coisa que ninguém nos tira, e ninguém mais além do tempo pode nos dar: experiência.

Hoje, eu enxergo esse tempo passado completamente diferente. Hoje, eu agradeço por tudo o que vivi. Tenho absoluta certeza que eu não teria sido feliz, ou acertiva, se tivesse saído antes daquele emprego que eu já não queria mais. Foi lá que aprendi boa parte do que sei hoje, esqueçam a faculdade, lá foi a minha escola. Eu trabalhava num jornal de circulação diária, o maior da minha cidade. Quase tudo o que eu fazia, tinha que ser para amanhã. Eu tinha que ser criativa, criar o ‘diferente’, mas sempre com a mesma mídia (papel jornal) e mesmo formato. De cadernos que tratavam de cultura, a política, economia, violência. O desafio era diário. A pressão, absurda.

E eis que, hoje, posso tranquilamente trabalhar com prazos curtos, atender vários perfis de clientes e ter a sensibilidade de enxergar as necessidades de cada um, fazer ‘trocentas’ coisas ao mesmo tempo sem achar ruim, pelo contrário. Um sem fim de coisas que eu não teria aprendido em nenhum super-mega-curso-caríssimo-e-badalado, não teria aprendido deitada no sofá esperando o trabalho dos meus sonhos me mandar um email. Não, eu tava lá. Ralando todo dia, tentando fazer meu melhor, e acreditando que dali, eu ia para outro lugar melhor.

Sei que é praticamente impossível manter um mínimo grau de felicidade estando insatisfeita com a atual atividade, mas o que eu quero dizer, hoje, é que se você está onde está, este é o melhor lugar para você, hoje. O futuro, a gente constroi agora. E tem uma frase que tento mentalizar sempre que to pra baixo, que aprendi com Paula Abreu. “O momento presente é sempre perfeito”.

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Esse texto é em homenagem a duas grandes amigas queridas. <3 <3 <3

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