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colocar título aqui #17

posted by Andréa Aguiar Agosto 13, 2015 0 comments

Todos os dias de manhã eu tento tomar café com meu filho mais velho de 2 anos e 9 meses. Nem sempre funciona, porque ele tá a fim de ficar correndo pela casa, ou assistindo desenho, ou andando de velotrol na varanda, ou qualquer outra coisa enquanto eu fico chamando ele loucamente para vir sentar à mesa. Normalmente eu me estresso quando isso acontece porque gosto que ele siga rotina, que ele compartilhe esse momento à mesa com a família, e porque quero que ele me obedeça, claro kkkkkk Só que de uns dias para cá venho tentando ser mais maleável. Exemplo: se eu vou tomar café e ele acabou de acordar e tomar o leite dele, supero, e deixo ele ficar em outra atividade. Tomamos, eu meu marido, nosso café tranquilamente e ele fica lá se divertindo com o que ele tá a fim de fazer. Tenho pensado que autoridade deve ser exercida com respeito às necessidades do outro também, né?!

Mas, há dias em que o universo conspira a favor e tomamos, tranquila e alegremente, nosso café juntos. Eu como meu mamão, ele a maçã dele. Dividimos o queijo coalho assado, brindamos nosso café com leite, tim tim, cantamos, e o melhor: conversamos.

A pauta de hoje era a volta à escola depois do feriado, o reencontro com os amigos, matar a saudade, etc. E ele prontamente me diz que não queria ir pra escola. Pense no fascínio que essa palavrinha “não” exerce na vida dessas pequenas criaturas. Fico muito passada. Então, tirei o foco dele e joguei pra mim.

Disse que eu tava com saudade do meu trabalho e que eu ia trabalhar já já. Aí ele solta um: “não, mamãe vai ‘trabaiá’, não!” “Ah, filho, vou sim. Sabe por quê? Porque eu amo meu trabalho.” “Humm, mamãe ama trabaiá”. “É filho, isso mesmo.”

Foram as palavras saindo da minha boca e eu pensando como dizer aquela frase era diferente de tudo que sempre escutei. “A gente tem que trabalhar pra ganhar dinheiro”. “A gente tem que trabalhar pra pagar as contas”. “A gente tem que trabalhar pra comprar as coisas que você precisa”, etc etc etc.

Veja bem, não que dinheiro não seja importante, porque é. Mas espero fortemente que meus filhos vejam o trabalho como parte integrante do estilo de vida deles e não como uma ponte para a diversão nas horas vagas. Porque a vida é o que a gente faz todo dia e não só nos finais de semana.

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