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Sejam bem-vindos ao meu pequeno diário

posted by Andréa Aguiar Agosto 10, 2015 0 comments

A gente cresce escutando que tem que estudar pra conseguir um bom emprego (concurso público, então, é hors concours, sonho de ˜quase˜ todos os pais), ter estabilidade, e garantir uma renda até o fim da vida.

Então, a gente vai podando nossos instintos pra ir se encaixando aos anseios dos pais, aos padrões da sociedade, às expectativas que os outros nutrem sobre a gente. E aí a gente corre pra chegar lá: se forma numa faculdade legal, arranja uma posição legal no mercado de trabalho, mas peraí, não fica feliz. Faz pós-graduação, não fica feliz. Muda emprego, não fica feliz. Viaja, não fica feliz. Putz. Aí a gente pensa: que m… eu to fazendo de errado?

E decide mudar tudo, não antes de muito sofrer, dá o primeiro passo. Sai daquele emprego que não te dava a mínima vontade de levantar da cama e começar outro dia. Mas e agora? Como vou pagar minhas contas? O que eu vou fazer da minha vida?

Aíiiii, seguindo uma linha Freudiana, a gente recorre à infância pra descobrir quando foi que perdeu o brilho nos olhos aos falar dos sonhos “do que queremos ser quando crescer?”

Desde sempre eu sentia uma inquietação enorme pra fazer alguma atividade além de escola, tarefa de casa, brincar, esporte, etc… Sempre tinha uma ideia.

Era cozinhar e vender brigadeiro. Onde? No elevador do prédio, claro! (oi Girleide Sátiro, Flávia Moraes R Perez?!), Tá pensando o quê? Visão de negócios, rapaz. Quem negaria comprar um brigadeiro a uma criança sentada dentro do elevador abordando qualquer um que entrasse?

Feirinhas de troca? Quantas não fiz?! Cada um pegava o que não queria mais, pra trocar por outras coisas que outras pessoas não queriam mais. Suntentabilidade, gente! kkkkk

Depois, fui fazer bijuterias. Eu fazia, e tinha duas vendedoras que faziam o serviço b2c (vendas), rá! Em troca, recebiam um percentual sobre o que tinha sido vendido. Profissa! Vendia muito!

Depois, decidi desenhar roupas. Terceirizava a costura e vendia prazamigas. Sempre acabava o estoque das malas. Muambeira toda. Só que os produtos eram made in Recife, não Paraguai Emoticon wink Aí nessa eu já era ‘adulta’, já tinha um emprego e precisei tomar a decisão de seguir em frente com as roupas ou continuar no emprego CLT (carteira assinada e todos os tão sonhados direitos trabalhistas). Claaaaro, decidi pela estabilidade, né!? Não foi isso que sempre me ensinaram? Foram anos dedicados à uma empresa. Mas sempre fazendo um freelazinho de design porque a gente não é de ferro e precisava me sentir senhora de mim.

Aí voltando a pergunta que eu fiz láaaa em cima. Quando foi que eu perdi o brilho nos olhos? Perdi quando me iludi achando que ia ser feliz tendo a segurança de um emprego fixo. Larguei tudo e aqui (RE)começa minha história como empreendedora.

Sejam bem-vindos ao meu pequeno diário.

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